Diretor-Presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL

José Adalton de Oliveira

Para celebrar o Dia dos Pais, uma reflexão sobre o sentido maior da paternidade

Reverências, muito obrigado.

Já deixando um Feliz Dia dos Pais a cada um dos leitores que por aqui navegam, convido-os para uma reflexão sobre o significado espiritual da paternidade. O destino de cada um de nós – em termos de felicidade ou não, de sucesso ou não e de prosperidade ou não – depende da relação que estabelecemos com o centro de onde somos emanados.

Ou seja, de Deus, dos antepassados e dos nossos pais, em primeiro lugar. E, depois, de todos que representam uma posição de centralidade ao longo da nossa vida, tais como chefes, professores e líderes a quem temos que nos reportar em todas as esferas.

O lugar que papai ocupa no encadeamento do nosso destino – Fundamentalmente, papai é manifestação do amor de Deus. É o anjo escolhido pelos Céus para nos dar o presente da vida. Na Seicho-No-Ie, apreendemos o ciclo da vida pela alegoria da árvore. A terra simboliza Deus, o tronco representa os pais e os galhos e as folhas representam os filhos e os netos.

O Preletor Yoshio Mukai, no capítulo 11 de sua obra Amor e Dedicação a um Ideal, explica com propriedade sobre a importância de expressarmos gratidão profunda e incondicional ao nosso pai e a nossa mãe: “Se agradecermos ao fato de termos nascido, tendo-os como pais, estaremos ligados ao tronco da árvore genealógica da nossa família, ou abastecidos pela ‘Lei da Vida’”.

Papai é o canal por onde flui a Vida de Deus que nos sustenta – Se papai é o “tronco” da árvore da vida que nos abastece espiritualmente, então se mantivermos registros mentais negativos a respeito dele,

conscientes ou inconscientes, não poderemos manifestar todas as bênçãos a nós destinadas por Deus, simbolizado pela terra.

Papai é o nosso elo com a Vida que flui do Reino dos Céus. Ele é o canal pelo qual somos vivificados. Assim, caso este canal esteja obstruído por rancores ou até indiferença, estamos obstruindo a fonte de onde nasce o rio da nossa existência.

Em outras palavras, se não pudermos reconhecer nossa filiação divina a partir do nosso próprio pai, mais nada em todo o reino da divindade que nos cerca potencialmente poderá nos agraciar.

Nossa relação mental com papai se refletirá em todas as nossas relações ao longo da vida – Nosso pai biológico não é a única forma pela qual recebemos de Deus a paternidade que nos envolve, nos faz crescer e nos guia. O chefe, o professor, o cônjuge, o cliente, o nosso superior na organização religiosa em que atuamos e até aqueles que ocupam posições centrais na sociedade, tais como políticos e demais representatividades – enfim, todos aqueles que se encontram em uma posição de centro acabarão refletindo a relação mental que mantemos com papai.

Ou seja, o mundo ao redor será proporcionalmente harmonioso e generoso conosco conforme a medida da nossa harmonia e generosidade para com o nosso pai. Ampliando essa noção, tudo fluirá em conformidade ao nosso grau de gratidão e compreensão à grande paternidade, por assim dizer, que reside em todas as esferas da nossa vida e naqueles dos quais dependemos nas mais variadas instâncias.

Por essa analogia, podemos afirmar que quando guardamos críticas do passado a papai em nosso subconsciente, ou mesmo quando tratamos a imagem dele com banalidade, indiferença e sem a devida reverência e profundo respeito, acabamos rompendo com o “espírito paterno” que existe em todos os lugares. Chefes, professores e todos aqueles que ocupam o lugar de “centro” em todas as nossas relações, não serão bons se nossa ligação fundamental com Deus, que é papai, também não for boa.

Se algo não vai bem em sua vida, avalie como está a sua ligação com Deus e seu pai – É muito comum os preletores da Seicho-No-Ie orientarem pessoas que estão com a vida “emperrada” a agradecerem mil, cinco mil ou dez mil vezes por dia aos seus pais. “Muito obrigado, papai! Muito obrigado, mamãe!”. Assim, simples dessa forma.

E vou lhe dizer por que isso funciona para desembaraçar o destino, obter curas, alcançar prosperidade e até encontrar a metade da alma: porque deixamos de “culpar” a “consequência” externa – chefes “intragáveis”, professores “perseguidores”, cônjuges “insuportáveis” – e vamos direto à causa da dificuldade.

Como tudo reflete o nosso estado mental, se mudamos a mente por meio da gratidão aos pais nos ligamos novamente a Deus. Aprendemos na Seicho-No-Ie que não nos tornamos infelizes pelas mãos dos outros, mas quando deixamos de usar as nossas próprias mãos para orar. Principalmente, quando falhamos na gratidão/oração direcionadas a papai e à mamãe.

Expresse sua gratidão ao seu pai e seja mais feliz – Desde que você nasceu, seu pai passou a ter mais de um coração. E, acredite, para ele, o mais importante é aquele que bate fora do corpo dele. Ou seja, o seu. Por mais carrancudo e cheio de defeitos, você deve transcender o aspecto fenomênico de seu pai e reverenciá-lo em seu aspecto da Imagem Verdadeira, ou seja, sua natureza divina de filho de Deus.

Se você leu essa mensagem até aqui, então sua alma está pronta para aprofundar seu entendimento a respeito da real dimensão divina de seu pai. Para tanto, vá à nossa Loja Virtual e adquira obras como Amor e Dedicação a um Ideal (Yoshio Mukai), A Prosperidade em suas Mãos (Yoshihico Iuassaca), A Vida é uma Lição (Seicho Taniguchi) e Buscando o Amor dos Pais (Kamino Kusumoto).

Novas reverências, muito obrigado.

Mensagens anteriores

Mensagem dos Presidentes da Seicho-No-Ie para o mês de abril

A oração na vida prática

Diretor-Presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL José Adalton de Oliveira A oração na vida prática Estimado(a) Internauta, minhas

Mensagens