Tudo sobre: Artigos

Como a mulher pode enfrentar os desafios modernos

Como a mulher pode enfrentar os desafios modernos Nunca antes na história da humanidade a mulher angariou […]

Ver mais
img pv mulher artigo como amulher pode enfrentar Como a mulher pode enfrentar os desafios modernos Como a mulher pode enfrentar os desafios modernos Nunca antes na história da humanidade a mulher angariou tantos progressos sociais. Ao longo do tempo, os homens retrataram a mulher de maneira “diferente”, “curiosa” e até “doente” em relação ao sexo masculino.
Até a chamada Revolução Feminista, na década de 1960, a maioria das mulheres não podia estudar, trabalhar fora ou mesmo votar. Durante muitos séculos, elas sequer podiam se sentar à mesma mesa que os homens. Aos poucos, a mulher foi inserida no contexto moderno porque no século XX houve muitas crises e guerras, e então ela foi incluída no mercado de trabalho para o sustento das famílias, mas as pressões e opressões sobre elas continuaram.
História – Até o século passado, a função social da mulher era somente a maternidade. Porém, foi justamente esse fator que chegou a fazer com que a mulher fosse considerada sagrada há cerca de 2,5 milhões de anos (na época, prevalecia a poligamia), pois todos sabiam quem era sua mãe, mas o pai, não. A partir do momento que os nossos ancestrais começaram a caçar animais grandes para alimentar o seu grupo, o homem (por causa de sua força física) passou a comandar as relações e a oprimir o sexo feminino. Desde então, a mulher atravessou os séculos sendo “estudada” pelos homens como um ser inferior. Do fim do século XIV até meados do século XVIII, tidos como séculos de “caça às bruxas”, as mulheres foram duramente reprimidas e morreram aos milhares. Uma das justificativas era a de que toda mulher teria de pagar pelo erro de Eva, que ofereceu a maçã do conhecimento do bem e do mal para Adão.
Atualidade – Ainda no século XXI ouvimos, nos veículos de comunicação, a opressão que as mulheres sofrem: nos empregos, ganham menos; ainda arcam com o cuidado da casa e dos filhos; e são alvo de várias violências em nossa sociedade de viés machista. Sobre elas recaem, ainda, a pressão midiática de um padrão de beleza que é quase impossível de ser alcançado.
Eis que surge a verdadeira libertação da mulher – Na década de 1930, enquanto no mundo inteiro se discutia o quanto a mulher era “imperfeita” em comparação ao homem, o Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi afirmava que a Associação Pomba Branca, fundada pela sua digníssima esposa, profa. Teruko Taniguchi, proporcionava a “verdadeira libertação da mulher”. Hoje, é uma organização de máxima solidariedade que zela pela vida desde o ventre materno até a terceira idade, principalmente despertando nas mulheres a sua natureza divina, que é ser filha de Deus perfeita, dócil, meiga, alegre e magnânima, fazendo manifestar nas praticantes uma tremenda força que recupera lares, vidas e realizações de sonhos.
Como a mulher pode manifestar sua poderosa força espiritual em sua casa – Em A Felicidade da Mulher (v. 2, 21a imp., 1988, p. 27), o Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi nos ensina: “Para se ter um bom pai, um bom marido ou um bom filho, não se deve pensar em ‘melhorá-los’. O fato de se pensar em ‘melhorar’ significa que existe no fundo a crença de que eles ‘não são bons’. Assim, a ‘crença de que eles não são bons’ é que se concretiza, e por muito que se esforce para melhorá-los, não se tornam bons. (...). Deve-se acreditar profundamente de que ele ‘já é um bom pai, já é um bom marido, já é um bom filho’, e em Oração mentalizar e contemplar a Imagem Verdadeira”. Uma mulher, quando visualiza a perfeição de algo, isso infalivelmente irá se concretizar.
Como superar os desafios modernos – O uso correto do poder da palavra, da oração e da contemplação torna cada mulher capaz de vencer qualquer situação adversa. Mulher, não importa de onde você vem (se sofreu), mas para aonde vai (objetivo que traçou); nem o que passou de ruim, mas o que carrega de positivo para fazer despertar a luz de Deus no mundo. Quantas coisas talvez você deixou de realizar simplesmente porque não confiou em si, não confiaram em você ou ainda não lhe deram uma chance? Por isso, a partir de hoje, cuide mais de si com todo o amor que talvez nunca tenha recebido. A partir de hoje, dê-se uma nova chance de ser mais feliz, alegre e sorridente. “Vibre” mais com todos os acontecimentos. Ensina a profª. Teruko Taniguchi em O Livro da Mulher (3a ed., 1996, p. 100):  
“Mulher infeliz é aquela que ‘não vibra’ ou ‘vibra mal’. É o tipo de mulher que, mesmo que alguém lhe faça um bem, não se mostra feliz”.  
Toda mulher é elevada expressão divina – Foi a forma da mulher que Deus escolheu para trazer a vida ao mundo! Por isso, toda mulher é como o mar, quem olha não consegue imaginar o quão profunda ela é, quanta vida, sensibilidade, amor e força é capaz de conter. Mas ela também sabe tocar mansamente a areia, ou fazer um redemoinho que leva tudo quando bem entender.
Eleve a sua autoestima – Toda mulher deve elevar a sua vida ao patamar que deseja. Precisa enxergar um propósito maior para sua vida. Essa é a vontade de Deus. Se até hoje o mundo não lhe deu valor (a família, a sociedade ou a vida em geral), deixe de carregar ressentimentos ou justificativas. Seu valor de filha de Deus não está naquilo que o mundo quer de você ou diz de você. Agora mesmo, na posição que ocupa, você pode ir além, pode sonhar grande, pode empoderar-se com a força espiritual latente em sua alma. Afirmou, certa vez, um pensador britânico chamado Benjamin Disraeli: “A vida é curta para ser pequena. O único ‘lugar’ que define o seu potencial é a sua cabeça, é o que você admite que pode ou não. Deixe de ‘choramingões’ mentais e avance rumo ao seu sonho”. A única mulher perdedora é aquela que carrega no coração pensamentos e sentimentos de derrota, tristezas, amargor e pesar. Todos os dias você pode escolher a determinação e a coragem na direção de um sonho, na direção de algo bom, na direção de Deus.
Você não precisa que lhe deem a felicidade. Você pode, a partir de agora, decidir que será mais feliz. Para tanto, expresse coisas boas, passe bons sentimentos, alegre a sua casa, vibre mais até com os pequeninos acontecimentos. Todas as suas emoções e sentimentos são escolhas suas. Você pode mudar a sua história e até mesmo a história do mundo de acordo com aquilo que determinar para o seu próprio destino.
Mulher, você é a luz da vida! Seu destino é brilhar! Brilhe!
 
A verdadeira feminilidade do século XXI: diferença entre submissão e docilidade.

 “Mulher, oh mulher, sublime é ser mulher. Com seu profundo amor, no céu e na terra ela […]

Ver mais
img pv mulher artigo averdadeira feminilidade A verdadeira feminilidade do século XXI: diferença entre submissão e docilidade.  “Mulher, oh mulher, sublime é ser mulher. Com seu profundo amor, no céu e na terra ela é mãe. Mãe de todos nós, mãe da humanidade”. Linda letra do hino sagrado “Louvor à Mulher”, da Seicho-No-Ie.
Sublime é ser mulher. Que virtuoso é o ser feminino! Mulher é sublimidade. Mulher é docilidade. Mulher é meiguice. Mulher é harmonia. Mulher é paz. Mulher é força! E a força da mulher está no amor!
Amor, definido pela Seicho-No-Ie, é a consciência de que eu e o outro somos UM. Ninguém melhor do que a mulher vive esta consciência de unidade com o outro, ainda que este outro seja um ser humano, um animal ou vegetal. A mulher é imbatível no amor! Acolhe a todos com amor de mãe, ainda que não tenha gerado filhos. Cuida. Suaviza as dores e angústias humanas numa atitude empática, sentindo o que seu semelhante sente, de forma extremamente acolhedora e amorosa. É mãe da natureza. Suas mãos ressuscitam as plantas mais secas e destinadas a desaparecer de nossas vistas. Sua atenção esmerada dá um lar aos bichinhos que passam a se sentir seus filhotes. Age movida pelo seu profundo amor!
Que profundo amor demonstra a mulher com sua voz que envolve, seu colo que aquece, seu abraço que cura, seu olhar que infunde esperança.
Que ser magnífico é a mulher! Será que ela se reconhece assim? Essa é a grande questão dos dias atuais. A feminilidade é virtude, não é fraqueza. O empoderamento da mulher está no fato de a mulher viver a sua natureza original, não em subjugar os homens buscando uma suposta posição não adquirida. A posição da mulher é originariamente única, insubstituível, majestosa! Quando a mulher reconhece o seu poder natural pode até “lutar” pela igualdade de direitos, mas com a certeza de sua natureza divina de filha de Deus, que deseja se expressar de forma cada vez mais autêntica e verdadeira!
Feliz o lar, a sociedade, a nação, que reconhece o valor da mulher, tanto por ela mesma como pelos demais.
Ao ler alguns escritos do Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi, no início da transmissão do Ensinamento da Seicho-No-Ie à humanidade, costumava-se pensar que o nosso Movimento fosse machista, pois orientava as mulheres a dizerem “sim” aos seus maridos. Esse “sim” soava como submissão, no entendimento de alguns. Porém o verdadeiro “sim” é docilidade ao ser divino do outro. O verdadeiro “sim” é convergência ao ser perfeito que está manifestado ao meu lado. Não se fala “sim” ao falso, ao aspecto aparente (fenômeno) do outro, mas ao seu aspecto verdadeiro, à sua Imagem Verdadeira, sua origem perfeita. Ao falar “sim” para a perfeição, ela se manifesta.
O Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie, teve ao seu lado uma formidável mulher, sua esposa, professora Teruko Taniguchi. Era comum ele dizer que se ela dissesse não ao trabalho dele como iniciador e propagador deste grandioso Movimento de Iluminação da Humanidade, ele teria desistido desde o começo. O Mestre sempre reconheceu a força da mulher, a sua força de gerar, sua força de criar tudo! Que poder extraordinário possui a mulher!
A mulher, por muito tempo, recebeu uma educação que impediu a sua evolução natural, pois ouvia de seus pais algo como: “seja comportada porque você é mulher”, “você não conseguirá fazer isso porque é mulher”, “você não deve ter aspirações tão grandes porque é mulher”. Ficou gravado na mente das mulheres que ser mulher é ser fraca e inferior, criando um longo período de complexos, recalques e insatisfações. Essas considerações encontram-se no capítulo 2 do volume 29 da coleção A Verdade da Vida, de autoria do Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi. Ele conclui:  
“Se não houvesse a influência negativa da força dessas ideias e palavras que sugerem a inferioridade feminina, a evolução da mulher talvez tivesse superado, em muito, a evolução masculina”. Grandes mulheres, ao longo da nossa história, não se deixaram influenciar pelas palavras que sugeriram a inferioridade, pelo contrário. Elas deixaram suas marcas imortais como uma valiosa herança a todos nós. São tantas, mas destacarei uma, cujo nome, nosso Supremo Presidente, professor Masanobu Taniguchi, em seu livro Primeiro Passo para a Paz, pediu para lembrarmos sempre: Wangari Maathai. Com 64 anos de idade, do Quênia, África, ela ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano de 2004. Ela desenvolveu na África, durante 30 anos, a atividade de cultivar florestas, plantando árvores, formando uma organização apenas de mulheres, em uma sociedade que tem, na sua maior parte, o homem como elemento central da sociedade. Até então só se derrubavam árvores sem reposição, e a desertificação estava sendo acelerada cada vez mais. Porém, sua organização feminina plantou 30 milhões de árvores, e a provisão das madeiras retiradas das florestas transformou-se numa grande atividade econômica, melhorando a posição social das mulheres que realizaram isso. Caiu o governo autoritário do Quênia que se transformou em um governo democrático. Realizou-se uma espécie de “revolução sem sangue” através do plantio de árvores, o qual lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz a Wangari Maathai.
Wangari Maathai foi dócil aos seus ideais, foi meiga com as mulheres menos favorecidas e se manteve com a mente harmoniosa frente ao domínio masculino, numa verdadeira revolução da consciência humana, sem derrubar um pingo de sangue.
Profundas reverências à autenticidade feminina!
 
A espiritualidade da mulher na História

 O acesso das mulheres à sua espiritualidade sempre foi controlado. Mas isso começou a mudar há algumas […]

Ver mais
img pv mulher artigo a espiritualidade da mulher A espiritualidade da mulher na História  O acesso das mulheres à sua espiritualidade sempre foi controlado. Mas isso começou a mudar há algumas décadas. Veremos como podemos manifestar a verdadeira liberdade nos dias atuais.  
Durante séculos, na maioria das civilizações, as mulheres eram propriedades dos homens ou subalternizadas. Em grande parte das culturas, nos últimos 5 mil anos, a mulher foi reprimida e educada a se autorreprimir.
Quando vamos aos livros, há muitas maneiras de analisar a História. Por estarmos mergulhados nas suposições de nosso tempo, lugar e cultura, somos limitados em nossas interpretações. Por exemplo, para a História da Economia, da Religião e das Relações Sociais, há muitos pontos de vista para os papéis dos gêneros, como o que diz que o homem representa o aspecto público, o do guerreiro, e à mulher cabe o aspecto privado, o da casa. Seria essa a discussão mais importante?
Em comum mesmo temos o fato de que a análise é quase sempre efetuada sob a ótica de que o ser humano é corpo carnal. Mas aprendemos, na Seicho-No-Ie, que somos espírito, e não carne. Filhos de Deus, e não matéria.
Por isso, neste artigo, tentamos ir além das limitações óticas que consideram a mulher um mero ser físico, e buscamos uma breve viagem ao passado à luz da espiritualidade e das obras literárias da Seicho-No-Ie destinadas ao público feminino. “Livros que abordam problemas atinentes à mulher existem vários, porém, a maioria faz uma abordagem superficial, encarando o ser humano pelo lado físico. Contudo, os artigos (do livro A Felicidade da Mulher, v. 1 e 2) abordam-nos do ponto de vista espiritual, o que proporciona às leitoras uma tomada de consciência e uma autovaloração superiores.” (Masaharu Taniguchi, A Felicidade da Mulher, v. 2, 21a impressão, p. 7) Fracas e menos inteligentes? Quem disse? – Historicamente, em razão da mobilização por guerras, os homens iam para os campos de batalha e as mulheres precisavam educar os filhos sozinhas. Elas perdiam seus maridos, tinham que ganhar a vida com todo tipo de trabalho e ainda tinham que cuidar dos parentes quando ficavam velhos.
Por isso, mesmo sob o ponto de vista de que o ser humano seja corpo carnal, não se pode chamar de “fracas” aquelas que cuidam da vida em suas condições mais frágeis, ao nascer e logo antes de morrer.
A mulher na História: por que sua importância foi diminuída? – Há registros de que, no Antigo Egito (cerca de 2 mil anos a.C.), as mulheres ocupavam um lugar até certo ponto respeitável, inclusive na religião. Já na Grécia e Roma, berços da civilização ocidental (entre os anos 600 a.C. e 400 d.C.), elas eram tratadas como uma espécie de subespécie humana, um “homem imperfeito”.
Quando chegou a Idade Média, período do ano 500 até o ano de 1453, esse cenário prosseguiu sob o pesado cajado da Igreja, que estava associada à nobreza feudal e aos reis que governavam seus territórios com exércitos.
É possível atribuir o predomínio das narrativas dos homens tentando tornar as mulheres diminutas a uma lógica de acúmulo de riquezas e poder, força física e uso da violência, modos determinantes das relações coletivas desde fins da Pré-História, e que alcança os nossos dias.
Por que as religiões tentaram impedir o acesso total das mulheres à espiritualidade ao longo da História? – Por que, em pleno ano de 2018, é notícia global quando a Arábia Saudita permite que mulheres tirem carta de motorista? Por que, no início do século XX (até por volta do ano de 1910), na França e na Inglaterra, as mulheres não podiam escrever algo a não ser com autorização dos maridos?
Abrindo a janela para o quintal da História, podemos nos perguntar ainda por que apenas três dos 73 livros da Bíblia (católica) são assinados por mulheres (e apenas dois, dos 66 da Bíblia Protestante)?
A religiosidade foi “permitida” oficialmente à mulher a partir do ano 1000, com a criação dos primeiros asilos monásticos femininos. Mesmo assim, a chamada “caça às bruxas” mandava para a fogueira todas que agissem um pouco fora das regras impostas para culto.
Nos primeiros 300 anos do Brasil (1500 a 1800), a Igreja controlava os corpos, principalmente os das mulheres. Era proibido a ela pensar em prazer e sexualidade. Eram obrigadas (e treinadas) a se calarem e interditadas à realização pessoal natural.
Diante desse cenário, não é ousadia afirmar que o Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi foi precursor de uma nova idade histórica para as mulheres ao incentivar sua esposa, profa Teruko Taniguchi, a fundar uma organização libertadora do espírito feminino sobre a face da Terra na década de 1930, a Associação Pomba Branca da Seicho-No-Ie.
Ele, inclusive, viu ficar ao encargo dela a descrição (publicada em livro) do objetivo pelo qual se casaram:  
“Simplesmente queríamos, juntos, trabalhar para a obra de Deus. Esse era o objetivo de nossa vida” (Teruko Taniguchi, Reverenciando-o como Mestre, Respeitando-o como Marido, p. 12). A citação anteriormente apresentada é de um livro de memórias, datado de 1972. Mas, já no ano de 1949, a profa Teruko publicava obras falando sobre a libertação espiritual feminina: “Uma vez que Deus colocou a mulher na face da Terra, sua existência deve ter algum significado. Justamente por não descobrirem esse significado, algumas mulheres se desesperam e se afligem. Nessa aflição, umas acabam se perdendo, mas outras conseguem descobrir o significado de sua existência, elevam-se e passam a sentir alegria de viver” (Teruko Taniguchi, O Livro da Mulher, 3. ed., p. 13).
Quem são essas mulheres as quais a autora se refere? As que, nas atividades da Associação Pomba Branca, desde a década de 1930, leem e aplicam o que aprendem sobre sua espiritualidade.
E no Brasil, como a organização das mulheres da Seicho-No-Ie se encaixa historicamente? – Quando a Seicho-No-Ie chega ao mundo e liberta a mulher da ideia de que é corpo carnal, salta do patamar do revanchismo histórico para a de uma nova concepção de humanidade. Não se pode voltar no tempo e impedir as feridas, mas é possível dar a elas sutura e amor – cura direto na alma com as características que só as mulheres possuem.
Como tal luz espiritual libertária se encaixa na História da mulher brasileira? – Até os anos 1940, a ciência e a medicina, no Brasil, persistiam no fato de que a mulher tinha de ser cerceada em sua sexualidade, por exemplo. Ao mesmo tempo, as revistas femininas diziam: “Deixem o marido fumar e ler seu jornal em paz. Não interrompa!”.
Nos anos 1950 e 1960, não houve mudanças substanciais. À mulher brasileira, cabia a função doméstica. Nos anos 1970, as revistas mudam um pouco o seu discurso. Agora, dão dicas de “como segurar seu homem”, fazendo um bom jantar e servindo um vinho do agrado dele. O homem ainda está no centro do ideário de subjugação.
Já nos anos 1980, foi marcante o seriado “Malu Mulher”. A personagem principal, vivida por Regina Duarte, vai se libertando da ideia de dependência feminina e da figura masculina no comando, mesmo que a trancos e barrancos.
A Seicho-No-Ie teve seu boom entre os brasileiros na década de 1970, mas foi aqui oficializada ainda na década de 1950. Por aqui, mais uma vez o Movimento emerge no exato tempo social em que é mais necessário. Diante de incontáveis famílias salvas, curas de filhos, vitórias pessoais e, principalmente, libertação espiritual, a Associação Pomba Branca da SEICHO-NO-IE DO BRASIL vem ampliando a gramática da posição da mulher na História.
A História em nossas mãos – É tempo de sair dos quintais e porões do passado e colocar a mulher a escrever a sua própria história. É isso que diuturnamente fazemos na Associação Pomba Branca da SEICHO-NO-IE DO BRASIL.
A estrada é aberta pelos mais fortes e pelos que chegam antes, mesmo que tenham que descobrir suas forças enquanto abrem a trilha. Por isso, nos esforçamos para romper com um ciclo muito longo atrás de nós. Quando aprendemos, puxamos outra pela mão e a ensinamos como se faz, dizendo: “Irmã, ande comigo, Deus é por aqui”.  
 “Para a mulher expandir o seu círculo de vida socialmente, deverá abranger algo mais que aumentar os direitos ou poderes materiais. Deverá expandir o amor, a beleza, a elegância, a paz; assim, onde ela estiver presente, cessarão as lutas. E, ao associar a sua delicadeza, o seu calor e a sua meiguice à firmeza e à coragem do homem, dará origem então a uma sociedade plena de harmonia.” (Masaharu Taniguchi, A Felicidade da Mulher, v. 2, 21a impressão, p. 55) Olhemos para quem somos e vejamos o espírito de Deus, e não um mero corpo carnal amordaçado pela História. Se quisermos deixar um modo de vida e um planeta em harmonia para as futuras gerações, devemos recontar nossa trajetória a partir da crença profunda em nossa origem divina.
Sigamos firmes a liberdade que as palavras de luz e uma nova autopercepção proporcionam aos lares, cidades e nações, sempre apontando nossos olhos, movimentos e sonhos na direção da verdade “Deus, natureza e seres humanos são originariamente unos”.
Na Imagem Verdadeira da Vida, as mulheres sempre foram perfeitas, maravilhosas, o próprio espírito de Deus. Se isso não se manifestou, deveu-se à ilusão mental e às inexistentes torrentes cármicas, coletivas e individuais, ao longo da História. Por isso, está em nossas mãos uma oportunidade histórica de, ao visualizar e viver a natureza divina de todas nós, promover a fiel expressão de nossa elevada e livre espiritualidade. Muito obrigada.
  Fonte: <http://www.abiblia.org/ver.php?id=2224>. Fonte: <http://www.proped.pro.br/teses/teses_pdf/2009_1-539-ME.pdf>.