Relato Léa Oliveira Barros

 

Meu nome é Léa Oliveira Barros. Sou formada em Administração de Empresas, e exerço atualmente cargo de coordenadora de auditoria. Sou de uma família pequena, tenho apenas um irmão casado, tem três filhas. Desde criança, por influência dos meus pais, participei de atividades diversas na Igreja Católica. Durante o período da faculdade, parei de frequentar, pois nesta época comecei a trabalhar durante o dia e estudar à noite. Esporadicamente recebia de uma amiga uma revista da Seicho-No-Ie; aproveitava para ler os artigos no trajeto entre trabalho e faculdade. Sempre me chamaram à atenção as mensagens positivas e a orientação de agradecer a nossos antepassados. Como não conheci meus avós, maternos nem paternos, que faleceram antes do meu nascimento, sentia existir uma lacuna na minha vida, por esta falta de reconhecimento e sentimento de gratidão a eles. Quando concluí meus estudos, tomei conhecimento de que havia reuniões semanais da Seicho-No-Ie, próximas à minha residência. Como já conhecia um pouco do conteúdo através dos artigos das revistas, decidi participar das reuniões e conhecer melhor o ensinamento.

Comecei a participar da Seicho-No-Ie em 1994. Fui nomeada preletora no ano de 1998. Decidi deixar de me alimentar de carne animal quando li A Verdade da Vida, Volume 11. O Mestre Masaharu Taniguchi deixa bem claro, na interpretação do Gênesis, que Deus não criou os animais para servir de alimento ao homem.

Um dos trechos que mais me marcou, que consta na pág. 52, diz: “Se Deus ao criar o Universo, determinou que o homem se alimente de vegetais, e não de animais, é porque Deus Criador é Deus do amor e criou o homem à sua imagem de amor, ou seja, como manifestação do Seu amor. Que felicidade termos sido criados como encarnação do amor.” 

Confesso que fiquei chocada com a descrição do sofrimento do animal durante o abate, além de saber sobre a possibilidade das toxinas produzidas pela ira, sofrimento e desejo de vingança, vividos pelo animal poderem ficar impregnadas em seu sangue, causando sentimentos negativos para quem ingerir esse alimento. Estes argumentos me fizeram sentir não mais como manifestação do amor de Deus e decidi não mais me alimentar de carne.

No início foi difícil, porque as pessoas próximas, principalmente familiares, acharam que poderia ter algum problema de saúde. A maioria das pessoas pensa que se não nos alimentamos de carne animal podemos ficar fracos e contrair doenças. Não me importei com estes comentários, pois em nenhum momento tive nenhum problema de saúde, e persisti. Mas ainda era uma decisão tímida, muito particular, pensava mais no meu bem-estar. Outra dificuldade era em relação às opções de alimento, pois ingeria carne em praticamente todas refeições. Fui substituindo gradativamente a carne por verduras mais consistentes como brócolis ou couve, diversos legumes como batatas, cenoura, abóbora, usando também os cereais como soja que contém maior índice de proteína vegetal. Esta mudança de hábito alimentar não prejudicou em nada minha saúde; anualmente, em todos exames médicos periódicos realizados, sempre está tudo bem, com todos os índices normais. Muito pelo contrário, por ser uma alimentação mais saudável, a manutenção da saúde é mais eficiente.

Ao ler o livro Primeiro Passo para a Paz, de autoria do Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, Prof.  Masanobu Taniguchi, principalmente o trecho da p. 174, que diz “devemos ponderar com seriedade acerca da alimentação vegetariana não apenas para um objetivo individual específico, mas por um objetivo mais amplo, geral e humanitário”,   comecei a ter uma noção diferente sobre a prática.

Posteriormente, com as participações nos Cursos Internacionais da Seicho-no-Ie pela Paz Mundial, nos anos de 2004, 2009, 2011, 2013 e nas Conferências Especiais da Seicho-No-Ie para Paz Mundial em 2013 e 2016, pude expandir minha compreensão sobre esta prática, entendendo todo o impacto ambiental negativo, que é gerado pela alimentação à base de carne: desmatamento de florestas para gerar os pastos, e além do sofrimento animal e aumento da fome de outros seres humanos, que são privados de alimentos como soja e milho, fornecidos aos animais para engordarem mais rápido. Fortaleceu-se mais ainda minha convicção e consegui avançar mais nesta prática, pois ainda consumia peixes e há quatro  anos não consumo mais.

No mês de setembro de 2016, participei da 1ª. Festa das Dádivas da Natureza, realizada no Brasil, na Academia Sul-Americana de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie de Ibiúna. Dentre várias atividades havia a exposição de mudas de flores e verduras, além de orientações sobre o cultivo na residência, mesmo com poucos espaços, utilizando vasos menores.   Tomei a iniciativa de organizar um espaço para plantio de algumas hortaliças para, além de consumir, poder observar o crescimento e a beleza que a natureza sempre nos possibilita. Como um hábito puxa outro, também tenho praticado a separação do lixo para reciclagem, pois na cidade em que resido, é realizada coleta seletiva, para que uma cooperativa reaproveite e transforme em outros produtos de utilidade para todos, sem precisar extrair da natureza novamente. Outra mudança é o consumo de produtos: somente adquiro produtos de vestuário, calçados e utensílios que realmente preciso usar, sem cometer excessos.

Hoje em dia, alguns dos amigos e familiares que no início viam este hábito como negativo, mesmo não deixando totalmente de ingerir a carne animal, diminuíram o consumo e aceitam participar de práticas como ficar pelo menos um dia da semana se alimentando somente de vegetais.

Sinto-me muito feliz ao me alimentar desta forma e ter a sensação de estar fazendo o bem, não só para mim, mas praticando o amor, respeitando a Vida de outros seres e contribuindo para a preservação do meio ambiente para as próximas gerações.

Desejo mudar cada vez mais os hábitos necessários para preservar o meio ambiente, manifestar o amor em relação aos demais seres, convivendo cada vez mais em harmonia com todos. Também desejo que todos adeptos da Seicho-No-Ie aceitem esta mudança de hábitos que aliados às nossas práticas de orações e agradecimento, podem fazer grande diferença no planeta, vivificando todos os seres, promovendo a paz e garantindo a existência de todos recursos ambientais para as próximas gerações.

Tenho muita gratidão à Seicho-No-Ie, filosofia maravilhosa que quando colocada em prática, resolve todos os nossos problemas e faz manifestar nossa capacidade infinita. Obrigado Deus, Criador do universo, Obrigado, antepassados, Obrigado sagrados mestres Masaharu Taniguchi e Seicho Taniguchi. Obrigado a todos que colaboram com o Movimento de Iluminação da Humanidade-Movimento Internacional de Paz pela Fé. Em especial, agradeço ao Professor Masanobu Taniguchi e Professora Junko Taniguchi, pois acredito que foi graças às suas orientações, através de seus livros e explanações que fui incentivada a pensar em tudo que faço hoje, e agir voltada à Nova Civilização.