A consciência ambiental do cidadão da Nova Civilização

   

 

Saber-se novo!

Uma época que pede profundas transformações. Este é o momento singular que vivemos. Uma nova consciência pede – exige – passagem, fazendo evidente a necessidade de que todos tenham uma postura mais ética e responsável, em todos os aspectos. O velho mundo, o velho jeito de viver, o velho modo de pensar – tudo isso precisa ser deixado para trás na busca por um mundo melhor. A globalização, fenômeno de caráter mundial no âmbito político, econômico e cultural, também significa perceber que os efeitos de nossos atos repercutem em realidades distantes fisicamente, pedindo uma nova postura, novo pensamento, nova ética, novos hábitos, nova civilização.

        Renovando a Consciência

Cosmologicamente falando, o Universo é Um. Por isso, tudo o que existe é parte deste imenso Um. Tudo. Na Unidade encontramos a explicação para toda problemática da existência. Quando nos unificamos, percebemos a ligação intrínseca entre todas as coisas. Unificar-se significa identificar-se 100% com a Essência da Vida, a que alguns chamam de ‘Deus’, outros de ‘Buda’, outros ainda de ‘Grande Vida’, etc. É voltar para a Fonte. Na Seicho-No-Ie temos como principal meio de conexão com a Fonte a prática da Meditação Shinsokan. Por meio dela adentramos ao Mundo Ideal – Mundo da Imagem Verdadeira – que transcende os sentidos físicos e chegamos ao infinito Mundo das Virtudes de Deus. Quanto mais é praticada, tanto mais se amplia o acesso a este vasto e esplendoroso Mundo, onde tudo é Bem e onde tudo é, sabidamente, UNO.

        Novos Hábitos

Até hoje o ser humano percorria o mundo fazendo suas descobertas e construindo suas obras com a certeza absoluta de que era ele, claro, o centro de tudo. Antropocentrismo. Essa teoria ganhou até um nome. Os ritmos, os seres, o tempo da natureza não eram sequer cogitados, quanto mais considerados como uma referência para a tomada de decisões.  A sociedade assim estruturada, com base no próprio umbigo, levou a limites estratosféricos o egoísmo e desencadeou uma série de riscos. Neste modelo, os indivíduos são irresponsáveis, não colaborativos e têm como prioridades suas metas pessoais. A mudança deste paradigma – do antropocentrismo para o biocentrismo -, é a chave que possibilitará a chegada da nova civilização.

         Nova Civilização

Como é então o novo cidadão, pertencente á Nova Civilização? Ele parte do princípio de que é parte do Universo, não o centro dele. É responsável, cuidadoso com o bem comum e disposto a abrir mão de comodidades pessoais em prol de uma causa maior, ou de um organismo maior, pelo qual sabe ser sustentado – o planeta Terra!

O novo cidadão adota atitudes sustentáveis em 100% do seu viver. Não deixa escapar nenhuma oportunidade de colocar suas ações em conformidade com a ética ambiental, pois coloca o coletivo acima de interesses particulares. Tem a medida certa das coisas em todos os ambitos, não coaduna com transgressões, sejam de que tamanho e natureza forem e, ainda, educa pelo exemplo. Sua postura é o modelo em que os demais podem se pautar. Estuda a si mesmo, buscando o autoconhecimento e a espiritualidade, ao mesmo tempo em que estuda a biodiversidade procurando meios de defendê-la; nunca para atacá-la ou fazer dela meios de lucro financeiro.

“Nova civilização” é um termo usado pelo Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, Professor Masanobu Taniguchi, que nos propõe essa guinada de consciência, para uma guinada na história da humanidade. E você, vem com a gente?