Edson Luiz Bertolucci

Estimados amigos da Seicho-No-Ie, muito obrigado!

Meu nome é Edson Luiz Bertolucci, aluno do 3° Ano do CEEV – Jabaquara e não podia deixar de escrever e manifestar minha gratidão a todos vocês! Agradeço a corrente de orações e mensagens maravilhosas, que eu e minha família recebemos no período de onze dias de internação e isolamento. Neste período, vi todo o filme de minha vida, desde as primeiras lembranças de infância. Quero agradecer a todos, e aos ensinamentos da Seicho-No-Ie que, sem a menor sombra de dúvidas, me mantiveram e fortaleceram minha fé no Homem-filho-de-Deus, no Agora Eterno e na Infinita Vida, Sabedoria, Amor, Saúde, Alegria, Paz, Harmonia e Provisão de Deus! O mundo da Imagem Verdadeira de Harmonia e Perfeição! (todos esses itens serão mantidos em caixa alta?)

 

Minha vida foi e é um milagre atrás do outro, graças às práticas da Seicho-No-Ie. Conheci esta filosofia quando minha mãe, a preletora Maria Luisa Bertolucci, foi salva e restabeleceu sua saúde por meio da Seicho-No-Ie, quando eu tinha três anos de idade. São 48 anos de milagres na minha vida. Mas, neste ano de 2020, na passagem do meu aniversário completando 51 anos, ganhei mais um presente maravilhoso: o renascimento. Passei onze dias internado, com Covid-19, em uma situação bastante grave. Sou casado com a Daniela e tenho dois filhos: Pedro, de 15 anos, e a Victória, de 13. Por diversas vezes, durante os primeiros três dias da internação, pensei que os deixaria aqui e partiria para o mundo espiritual.  

Na noite de 21 de abril de 2020, tive febre de 39.8. Senti muito frio, e ao mesmo tempo suava muito. Pensei ter tomado alguma friagem, o que não era nada demais, e logo estaria bem. Tomei um remédio para febre e fui dormir. No dia seguinte, dia do meu aniversário de 51 anos, amanheci com febre e comecei a ter uma tosse fraca. Não dei muita importância, afinal a família e os amigos estavam telefonando e comemorando comigo essa data. No dia seguinte, a tosse aumentou muito, e a febre voltou forte. Fiquei preocupado achando que estava com princípio de pneumonia. Fui ao hospital, e lá fizeram o teste de Covid-19, cujo resultado sairia em três dias.  Fui orientado a apenas tomar remédio para a febre, e nenhum outro, para não maquiar meu estado e comprometer algum tratamento, se fosse necessário.   

Foram três dias de espera. Enquanto aguardava, meu estado físico foi piorando a cada dia. Eu tossia incontrolavelmente e, ao tossir, escarrava sangue, que aumentava cada vez mais. Fui sendo tomado pelo medo, pela impaciência e ansiedade. No terceiro dia, logo após o almoço, soube que estava com Covid-19. Fui orientado a procurar, imediatamente, tratamento nos centros especializados. Já no hospital, após mais alguns exames, constataram que o estado era grave; 40% do meu pulmão estava comprometido. Os números do oxímetro marcavam 82% de oxigenação do sangue (o ideal é de 96% a 100%). 

Fui direto para a UTI. Naquela unidade, estavam 20 pessoas contando comigo. Eu estava fraco pelo Covid, entrei no hospital às 15h e fui internado na UTI às 3h30 da manhã, sem ter comido nada, isso me deixou ainda mais fraco. Estava com a cabeça tumultuada por ter ficado para lá e para cá, esperando horas para fazer cada exame. Já na primeira hora, na cama ao meu lado, uma parada cardíaca levou uma senhora de aproximadamente 60 anos. O corre-corre dos médicos e enfermeiros utilizando os aparelhos de choque e a inserção de adrenalina não foram suficientes para trazê-la de volta. Foi aí que “caiu minha ficha”, meu pensamento carnal me disse: “Você também está morrendo. Está deixando dois filhos adolescentes e sua espos, num momento que ainda precisam de você. Você deixou muito a desejar.” E os pensamentos negativos, sobretudo o que eu poderia ter feito melhor, vieram à tona. O que eu deixei de fazer, e poderia ter feito melhor como filho, como irmão, marido, pai, familiar, amigo, profissional… tudo foi passando como um flash, desde a primeira lembrança de infância. Pedi muito perdão a todos e a Deus! Quanta coisa eu gostaria de ter feito e deixei de fazer!  

Na UTI sem janelas, com frio, tremendo devido ao ar condicionado, mergulhado nesses pensamentos, vi passaram-se dois dias de internação. Não tinha mais forças, nem domínio sobre meu corpo. Além do respirador com grande quantidade de oxigênio para suprir meu pulmão, eu já usava fraldas, pois não conseguia mais controlar minhas necessidades fisiológicas. Do outro lado do quarto, um gemido que permanecia há horas, de repente parou. Um jovem de aproximadamente 30 anos havia partido. Já era o terceiro óbito em três dias. 

Eu conseguia saber as horas pelo momento da troca de plantão. Eram 19h e a troca ocorreu. Em meio ao tumulto causado pelo óbito, uma jovem enfermeira que havia assumido o plantão estava muito irritada com seus colegas do turno anterior, por não haverem realizado diversos procedimentos. Faltavam medicamentos e informações sobre os pacientes, e ela estava reclamando muito.  Passando de paciente em paciente, chegou até mim e percebeu ser necessário trocar as minhas fraldas. Irada, ela tentou desfazer o nó do avental que eu estava usando. Xingando e sem paciência, não conseguiu desfazê-lo. Sem hesitar, e me chacoalhando, rasgou meu avental, com muita raiva. Foi quando eu percebi o que eu estava fazendo! 

Aquela chacoalhada me fez perceber que eu não estava fazendo nada! Eu não estava fazendo nada há dias; semanas antes de eu entrar ali eu só reclamava. Eu estava apenas reagindo como um bichinho adestrado, que reage conforme a situação. Foi aquela chacoalhada dada pela enfermeira que me fez acordar. Três dias de internação não bastaram para eu perceber! Precisou Deus se manifestar através de chacoalhadas para eu poder acordar. Acho que Deus deve ter pensado: “o ‘cara’ é duro de aprender, 48 anos de Seicho-No-Ie e se esquece das coisas.” Enquanto ela me trocava eu percebi como e porque eu havia chegado até ali. 

Semanas antes de manifestar o vírus, eu estava reclamando do trabalho, insatisfeito com alguns relacionamentos, me deixando levar pelas reclamações alheias, frustrado por não ter atingido alguns resultados que eu queria, chateado com a situação do isolamento, que tinha tirado a liberdade de todos. Mas eu havia orado! Eu havia feito Shinsokan (apenas algumas vezes). Eu estava agradecendo as coisas (só em palavras, sem intenção verdadeira). O que havia acontecido? Outra chacoalhada da enfermeira e mais um insight! Onde estavam meus sentimentos enquanto orava? Como estava minha vibração, minha vontade e intenção verdadeiras? Durante um dia inteiro, o quanto eu estava manifestando boas vibrações e o quanto eu estava me deixando levar pelos acontecimentos? Quanto eu estava lembrando de que EU SOU FILHO DE DEUS e agindo como tal? E o quanto eu estava apenas reagindo, e sendo engolido pela mente coletiva –  “o governo não liga para o povo; as pessoas só pensam em si mesmas; as coisas estão cada vez mais difíceis; as empresas estão quebrando; o povo está desempregado”, ou seja, tudo estava ruim. 

Eu estava colhendo o que eu havia plantado, ou seja, insatisfação, medo e ansiedade. Há quanto tempo eu estava falando “Muito Obrigado, Deus!” sem intenção e sentimento verdadeiros? Há quanto tempo eu não sentia gratidão por estar vivo, por ter uma família incrível, por ter um lugar para voltar? Há quanto tempo eu não agradecia – de verdade – por ter amigos, trabalho e tudo o mais? A última chacoalhada me devolveu o AGORA. O “agora eterno”, ensinado pela Seicho-No-Ie! O que eu poderia fazer naquele momento para ser e agir como filho de Deus? 

Comecei a agradecer por estar ali, vivo, por ter pessoas como aquela enfermeira, que estava arriscando sua vida e a vida de seus familiares, para cuidar de todas as pessoas que lá estavam, na área do COVID 3, ou seja, de maior intensidade do vírus. Quando percebi isso, eu senti, verdadeiramente, gratidão. Todas aquelas enfermeiras, médicos, atendentes, auxiliares de limpeza, estavam lá cuidando de nós, e arriscando suas vidas. Perguntei o nome dela e ela me disse “Alessandra”. Eu, sinceramente, e com intenção lhe disse: “Alessandra, muito obrigado por você estar cuidando de mim! Me perdoe por estar nesta situação! O que seria de nós se não fossem pessoas como você que tem coragem e amor pelas outras pessoas? Muito obrigado! Que Deus abençoe e proteja você e toda a sua família!”  E estas palavras saíram com intenção, amor e verdade! 

A partir daí, minha situação mudou completamente. As enfermeiras, que não achavam minha veia e tinham que me furar várias e várias vezes, começaram a acertar na primeira tentativa, e sem nenhuma dor. A comida pareceu mais saborosa e eu comecei a me alimentar melhor. As enfermeiras não esqueceram mais de trazer a medicação. E eu agradecia a tudo e a todos. A partir dali tudo mudou! Eu passei a agir com simpatia e gratidão. Sabia o nome de cada enfermeira, médico, auxiliar de limpeza que entrava naquela UTI e agradecia-lhes pessoalmente. Pedia para que Deus os protegesse e os abençoasse junto a seus familiares. 

Percebi que pensamentos e palavras sem intenção e sem ação não haviam funcionado bem porque, na maior parte do tempo, eu havia permanecido com sentimentos, pensamentos e vibrações negativas. Precisamos estar conectados com a Luz o maior tempo possível. Faz muito bem orar, participar das reuniões, mas a diferença está em colocar em prática o sentimento positivo, a vibração com intenção e ação, na maior parte do tempo. 

A partir daquele momento minha recuperação foi além das expectativas dos médicos. Segundo eles, eu saí da internação em menos da metade do tempo que eles imaginaram. Muitos entraram numa situação de saúde melhor do que a minha e já estavam internados há mais de 20 dias. 

E posso afirmar, com certeza, que estou aqui hoje graças à Seicho-No-Ie. Foram onze dias que valeram uma vida! Foi mais uma experiência incrível! Estou muito bem, em casa, com a família, e já voltei ao trabalho! Muito obrigado, Deus! Muito obrigado, sagrado mestre Masaharu Taniguchi! Muito obrigado a todos os preletores e amigos da Seicho-No-Ie e do CEEV! Muito obrigado, minha mãe, minha esposa, filhos, familiares e amigos, que tanto oraram e quebraram a negatividade que estava em mim, permitindo que eu pudesse receber as ondas da salvação! Muito obrigado a todos.