Relatos

Nara Rangel de Oliveira Borges

Em 2005, Nara Rangel de Oliveira Borges estava desempregada e deprimida. Ironicamente, o diagnóstico dado a jovem psicóloga de 23 anos foi depressão. Sim, a enfermidade que ela estava acostumada a tratar e curar nos outros tinha transformado a alma dela num leito fundo, de onde não conseguia sair sozinha.
A depressão que ia e voltava – Só quem já passou por isso sabe: um inverno sem fim faz cada minuto parecer hora extrema. Para Nara, um detalhe tornava tudo mais aterrador: os sintomas de depressão sumiam, mas um tempo depois voltavam e permaneciam por longo período, mesmo que tudo estivesse correndo bem em sua vida. Nem as belezas da cidade onde mora, Salvador, Bahia, ajudavam: volta e meia em seus olhos só se via noite, e sua face virava um deserto.
A ida à Academia de Santa Fé – Diante desse quadro, uma amiga convidou Nara para participar de um Seminário de Treinamento Espiritual na Academia de Santa Fé, em Mata de São João, na Bahia.
– Pedi orientação pessoal ao preletor Heitor Miyazaki, que disse para eu realizar leitura de Sutra Sagrada aos meus antepassados, em especial aos que haviam tido mortes trágicas. Como eu não conhecia a história de meus bisavós e avós, aquilo me pareceu estranho – conta Nara, que depois do seminário pesquisou e descobriu mortes por acidentes, suicídios, doença mental e por abandono, numa extensa ficha de tragédias esquecidas no tempo em sua ascendência familiar.
Decidiu orar com fé e o emprego apareceu – Diante das descobertas, Nara decidiu fazer exatamente o que o preletor Heitor havia dito. O resultado foi que um mês depois recebeu uma proposta de emprego e começou a trabalhar.
– Com profunda gratidão, continuei nas práticas e resolvi me aprofundar na doutrina, lendo os livros sagrados– lembra Nara.
Acidente de percurso – Nessa época, literalmente Nara sofreu um acidente de percurso. Como trabalhava em outra cidade, precisava pegar um ônibus. Na estrada, uma falha no freio do coletivo fez com este que se chocasse com um caminhão.
– O ônibus estava lotado e todas as pessoas que estavam nele ficaram feridas, menos uma: eu, que não tive um arranhão sequer – afirma Nara, sentindo nisso a força protetora proporcionada pelas orações da Seicho-No-Ie.
Veio um emprego melhor – Certa feita, Nara sentiu um desejo enorme de trocar de emprego. Queria ser útil num lugar onde se sentisse mais feliz. Sempre mantendo sua rotina de orações, pediu orientação a Deus, e apareceu uma proposta melhor.
Foi nessa época que descobriu a importância da Festividade do Santuário Hoozo e de enviar registros espirituais com os nomes dos antepassados. Assim ela fez, preenchendo e enviando um grande número de registros para o evento, que ocorre na Academia Sul-Americana de Treinamento Espiritual de Ibiúna, em São Paulo, todos os anos, no mês de abril.
– Nesse mesmo período, comecei a atuar no Movimento de Iluminação da Humanidade, na diretoria do Departamento Feminino, divulgando o Ensinamento e o maior número possível de registros espirituais– diz Nara.
Nara vira funcionária pública: tudo só melhorava – Um tempo depois, ela foi chamada para assumir um cargo para o qual havia passado em concurso público, realizado um ano antes. Assumiu o cargo, mas, sem poder escolher, o local não era o ideal.
Apesar de legalmente ter de esperar três anos para pedir transferência, em apenas seis meses, ela já estava trabalhando exatamente onde queria. E tudo dentro dos conformes. Claro, era a Mão de Deus.
– Pisando firme no solo da Imagem Verdadeira e aberta às bênçãos através de meus antepassados, realizei esse grande sonho – comenta Nara.
O fantasma da depressão ressurge – Quando tudo estava de vento em popa, novamente os pensamentos de Nara viraram um nevoeiro. Em 2008, a depressão estava de volta, dando indícios de que iria fincar raízes naquela alma.
Em vez de tentar buscar entender, ela tomou uma decisão: participar do seminário de 10 dias na Academia de Santa Fé, em janeiro de 2008.
– Lá, escutei o relato de um Líder da Iluminação sobre Culto Perpétuo. Ele fez inscrição de todos seus antepassados e parentes, encarnados e desencarnados. As transformações na vida dele foram profundas – relembra Nara.
Emocionada, ela tomou a decisão de, no mesmo ano, de 2008, inscrever ao menos o nome dos avós maternos e paternos. Porém, as condições financeiras não estavam favoráveis.
Justiça dá ganho de causa – Dias depois da decisão de inscrever os nomes dos avós no Culto Perpétuo, a Justiça deu ganho de causa a Nara numa questão junto a uma empresa de cartão de crédito. O que a surpreendeu foi a quantia: em vez de receber 10 vezes o valor “x” devido pela empresa, ela acabou recebendo o valor multiplicado 55 vezes.
Os sonhos – Nara cumpriu sua promessa. Fez a inscrição dos nomes no Culto Perpétuo, quatro ao todo. Dias depois, sua mãe teve um sonho com sua avó. O sonho que ela costumava ter, até então, sempre era com sua avó chorando, pois havia falecido com depressão, porém, desta vez, foi com uma imagem diferente: a avó sorria e trajava lindas vestes. O local era belo, e ela informava que estava mudando de casa.
– E eu tive um sonho com um senhor, também sorrindo e tranquilo, que chamava cada membro de nossa família, perguntava como estávamos e dizia estar feliz e orgulhoso de todos nós. Depois de conversar com minha mãe e descrever esse tal senhor, ela disse que só podia ser meu bisavô materno– conta Nara.
A depressão desapareceu instantaneamente – Como num passe de mágica, os sintomas de depressão, que a psicóloga tão bem conhece, haviam desaparecido.
– Posso dizer que a cada dia que passa sou uma pessoa mais feliz, a depressão é um fenômeno extinto de minha vida. Todos os dias, recebo bênçãos maravilhosas, e o que almejo se realiza. Agradeço a Deus, ao sagrado mestre Masaharu Taniguchi, a todos que trabalham pelo Movimento de Iluminação da Humanidade e, em especial, aos meus antepassados maravilhosos, que eu amo a cada dia mais e honro cada vez mais! – finaliza Nara.