Página Principal
Academias
Sobre a Seicho-No-Ie
Forma Humana
Práticas e Cerimônias
Presidentes
Meio Ambiente
Museu Histórico
Organizações
Artigos
Relatos
Notícias
Mensagem do Dia
Lista de Orações
Sede Central
Domingo da SNI
Semana da Paz
Seminário da Luz
Programação 2013-2014
Seicho-No-Ie no Ar
Revistas da SNI
Círculo de Harmonia
Enkan
Brasil Português
Brasil Japonês
América Latina
Outros países
Fale Conosco
Webmaster
Regras de Internet
Direitos Autorais
 

Toda ação amorosa leva ao bem verdadeiro?


Há alguns dias, passando os canais de TV, vi uma jovem, que aparentava menos de 30 anos, contando de seu esforço pela descriminalização do aborto. Em linhas gerais, ela se manifestava em praça pública a favor da legalização do aborto, conversando com as mulheres, distribuindo panfletos e procurando atrair pessoas para o seu modo de pensar.

Senti na expressão da jovem um ideal sincero e amor pelas mulheres que morrem em função de abortos praticados em situações precárias. Ela dizia que o aborto é a terceira causa de mortalidade materna no Brasil. Pode haver sentimento de amor em algumas pessoas que levantam a bandeira da descriminalização do aborto, mas é um amor desprovido de sabedoria e um amor raso, que não consegue ser abrangente, profundo e multidimensional, por isso, embora tencione praticar um bem, acaba gerando o mal. Não é porque mulheres estão morrendo que devemos legalizar um ato que destrói a vida dos embriões e fetos, pois eles também merecem nosso amor.

As estatísticas demonstram que há alta incidência de mortes em função do aborto provocado, por outro lado, não há estatísticas para demonstrar os dramas sem fim que acompanham a vida das mulheres que praticaram aborto e sobreviveram, mas esses dramas existem e são incontáveis. No livro Pela Paz dos Anjinhos consta que "É comum a todas as pessoas que praticaram algum aborto intencional cultivar o sentimento de culpa na profundidade do subconsciente, mesmo que conscientemente não sintam nenhum remorso. É por isso que essas pessoas têm problemas com os filhos, são doentes, têm problemas no relacionamento conjugal, arruínam-se financeiramente com o vício do jogo ou provocam falência das empresas que dirigem etc.".

Por que mulheres morrem ao praticar aborto? Como causa imediata, elas morrem pelas péssimas condições em que são realizadas essas intervenções. Mas, como tudo tem origem na mente, a causa mais profunda é que não se pode continuar vivendo, quando se mantém sentimento que nega a vida. Diz a Revelação Divina de 5 de setembro de 1931: "Costuma-se dizer que a vida e a morte fogem ao controle da vontade do homem. Na verdade, são controladas à mercê da mente. [...] Aquele cuja mente mata os irmãos morre". Por isso, mesmo as que não morrem por ocasião do aborto, morrem aos poucos ou morrem parcialmente com os problemas pessoais e familiares, mencionados acima.

Não sei se as mulheres que praticam aborto devem ser enquadradas como criminosas, como diz a lei vigente. Mas, de maneira alguma, podemos aceitar que o aborto seja legalizado, tendo como argumento que mulheres estão morrendo em função de abortos clandestinos. Isto seria apenas institucionalizar o erro. Além do mais, as leis do país e da sociedade podem mudar, mas a Grande Lei de Causa e Efeito não muda e ninguém lesa a vida sem colher dolorosas reparações. Temos profunda compaixão pelas pessoas que sofrem em função de haverem praticado aborto. Entre elas há as que permanecem neste plano, ocultando o ato praticado e as que perdem a vida em função desse ato lamentável. De qualquer forma, nossa luta é para conscientizar que a Vida é sagrada e que deve ser respeitada. Quando todas as mulheres deixarem de negar a vida, serão verdadeiramente vivificadas. 

Texto: Circulo de Harmonia - DEZ/2011
Foto: Dynamic Graphics