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Deve a humanidade continuar insistindo no uso da energia nuclear?


 

Os trágicos acontecimentos ocasionados pelo tsunami que devastou a costa nordeste do Japão, ocasionando o acidente na usina nuclear de Fukushima, reacendeu a discussão internacional em torno da energia atômica. O acidente de Fukushima é o mais grave desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido em 1986.

Após o acidente no Japão, vários países estão revendo seus programas de geração nuclear de energia. A Itália votou contra os planos de retomar a energia nuclear no país e a Alemanha já decidiu desligar todos os seus reatores até 2022.

Durante algum tempo utilizou-se como argumento a favor das usinas atômicas o fato de que, entre as formas de geração de energia, a nuclear é uma das que produzem menor volume de rejeitos e a que conta com mais medidas de acondicionamento e guarda desses rejeitos. Mas não podemos esquecer que esses rejeitos duram milhões de anos, por isso devem ser mantidos isolados e protegidos. Milhões de dólares têm sido gastos para inocular os resíduos radioativos, mas ainda estamos longe de uma solução. No livro Primeiro Passo para a Paz,de autoria do prof. Masanobu Taniguchi, consta: “Ainda não existe um meio fundamental de solucionar a questão do lixo radioativo gerado pelas usinas nucleares. Colocando-o em recipientes à prova de vazamento de radioatividade, enterram-nos nas profundezas da terra. No momento não encontram outro meio. E não se sabe o que acontecerá no futuro. Portanto, não significa que as usinas nucleares solucionam todas as questões energéticas e ambientais”.

A utilização de energia nuclear em grande escala no Japão surgiu como solução para diminuir a grande dependência do país em relação ao petróleo para a geração de eletricidade, o mesmo ocorrendo com outros países. O fator positivo quanto ao acidente de Fukushima é que a humanidade poderá vir a buscar com mais determinação fontes de energia limpas e renováveis.

Vivemos em um mundo maravilhoso, cheio de novas possibilidades, e devemos conscientizar-nos disso. Quando houver esta conscientização, naturalmente surgirão novas ideias e a vida melhorará, abrindo novas perspectivas, inclusive para o chamado desenvolvimento sustentável das atividades humanas. O Universo está cheio de possibilidades, basta abrirmos os olhos da mente. Diz o prof. Seicho Taniguchi no livro Aos que Buscam a Prosperidade: “O vento e a luz produzem energia em abundância, que, no entanto, é desperdiçada enquanto os homens não pensam em utilizá-la. Quanta energia é perdida com o vento que sopra a noite inteira! Na verdade, chegou a época de pensarmos seriamente em utilizar as energias gratuitas da Natureza”.

Não quero dizer que devemos, necessariamente, abandonar as pesquisas no campo nuclear, mas a partir do momento que inclusive os cientistas passarem a buscar a orientação da Sabedoria superior, oriunda do Mundo da Imagem Verdadeira, também no campo nuclear haverá progressos notáveis. Enquanto isso, devemos atentar para o fato de que há infinitas novas possibilidades à nossa volta.

Eduardo Nunes da Silva: Aspirante a Preletor da Sede Internacional