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Como mudar o destino mudando a fisionomia


Na fisiognomonia, o rosto humano simboliza o Universo; a testa, o céu; e o nariz, o ego. Sendo assim, o intercílio é uma parte muito importante na arte da fisiognomonia, porque ele é o portal de entrada das dádivas do céu e da terra. Se nesse local houver barreira ou algum obstáculo, certamente a pessoa sofrerá reveses no seu destino. A mente molda a fisionomia, e a fisionomia controla o destino. Há pessoas que tiveram melhora extraordinária em seu destino após corrigir sua fisionomia. Vou narrar um exemplo verídico que comprova o princípio de que tanto a fisionomia quanto o destino das pessoas não são inalteráveis.

Quando cursei o Ginásio Ichioka, o dr. Shozen Bessho era o médico dessa escola. (...)

O dr. Shozen Bessho tinha temperamento irritadiço e, ao examinar os alunos, vivia ralhando com eles. No seu intercílio havia profundas rugas verticais. Na época, eu desconhecia a causa disso, mas soube mais tarde que ele sofria de neurastenia, de insônia e de doença gastrintestinal. Sendo médico, tomava os mais diversos remédios e fazia dieta alimentar, mas sem resultado algum. (...)

Certo dia, estava lendo sentado diante da escrivaninha e, quando olhou casualmente para o lado, viu o seu rosto refletido num espelho. Nesse momento, percebeu quão sombria era sua fisionomia. Tinha rugas verticais profundas no intercílio e a atmosfera que emanava de seu rosto era tão sombria que desagradou a ele próprio. Olhando essa imagem refletida no espelho, o dr. Bessho ficou decepcionado com a sua fisionomia. Até então, jamais recebera demonstração de simpatia das pessoas com quem conversava. Todas lhe demonstravam desagrado e, inexplicavelmente, tratavam-no com antipatia e frieza. (...)

No momento em que viu sem querer o seu rosto refletido no espelho, surpreendeu-se. Não sabia que sua fisionomia habitual e natural era tão desagradável, pois não era a mesma de quando se olhava no espelho intencionalmente. (...) Resolveu, então, corrigir imediatamente o hábito de franzir o cenho e começou a estudar, com toda a seriedade, um meio de desfranzi-lo.

No entanto, um hábito possui uma força inercial muito grande e necessita de um enorme esforço para ser corrigido. O dr. Bessho se esforçou ao máximo para desenrugar o intercílio, mas não o conseguia. Sem querer, ficava com a testa enrugada novamente. Já fazia dezenas de anos que vivia com o intercílio enrugado e não lhe foi possível desfazer as rugas em apenas um ou dois dias. Treinou inúmeras vezes, diante do espelho, uma maneira de desfranzir o intercílio. Enquanto olhava o seu rosto refletido no espelho, conseguia desfranzi-lo, mas depois, sem querer, voltava novamente a enrugá-lo. Então, resolveu aplicar esparadrapo nas têmporas, puxando a pele para trás. Desse modo, se franzisse o intercílio, sentiria as sobrancelhas repuxadas e voltaria conscientemente a desfranzi-lo. Quando passou a adotar esse procedimento, começou a se sentir bem e curou-se da insônia, assim como da doença gastrintestinal. 

(Taniguchi, Masaharu, A Verdade da Vida, volume 40, pp. 114-117)