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A Atitude Mental que faz Abandonar o Vício do Fumo e da Bebida Alcoólica


Se o desenvolvimento da humanidade e a conseqüente complexidade da vida aumentarem a prática de atos que causem sentimento de culpa, drogas como o álcool e o fumo constituirão artigos essenciais para a nossa vida. Assim, por mais que o governo eleve o imposto sobre cigarros e bebidas alcoólicas, não diminuirá o consumo dos mesmos, de maneira que podemos dizer que "mesmo que acabem os grãos de areia da praia, a bebida e o fumo não acabarão".

Mas, passando-se a viver segundo os ensinamentos da Seicho-No-Ie, a pessoa deixa o vício do fumo ou da bebida alcoólica que até então não conseguia abandonar por mais que tentasse, sem esforço para isso, porque ela passa a ter uma atitude mental natural, sem sentimento de culpa. O fumo e a bebida alcoólica em si não são saborosos. Como prova disso, se dermos cigarro ou bebida alcoólica a um bebê, ele jamais gostará. A criança leva uma vida pura e inocente; como nada lhe causa culpa, não tem necessidade de entorpecer seus sentidos com bebida ou fumo. Por isso, se lhe derem algo como o cigarro ou a bebida alcoólica, só sentirá ardência na língua e na garganta, mas não o achará saboroso. Se, no entanto, ao se tornar adulto, começa a achá-los deliciosos, é porque a vida de adulto não é natural como deveria ser; o consciente não suporta continuar assim, e a pessoa sente o desejo de encobrir a intolerável sensação de solidão que surge.

Já que o vício da bebida e do fumo constitui esforços para encobrir a tristeza que a pessoa sente por não estar vivendo de maneira correta, qual o meio de ajudá-la a deixar de fumar ou de beber?

Suponhamos que o marido seja beberrão: não adianta a esposa ficar falando "Meu bem, pára de beber", pois isso somente aumenta o sentimento de culpa dele. Também não adianta criticá-lo e atacá-lo dizendo "Um beberrão como você não pres­ta" e obrigá-lo a parar de beber, pois ele se sentirá mais solitário ainda e terá mais vontade de beber. E, caso se torne costumeiro ouvir reprimendas em casa, o marido passará a beber em algum lugar onde não seja repreendido. Portanto, se a esposa quer que o marido deixe o vício da bebida ou do fumo, deverá torná-lo verdadeiramente feliz, totalmente satisfeito espiritualmente, a ponto de não ter sentimento de culpa. Quando ele puder sentir que realmente está vivendo de maneira plena, que ninguém nem a consciência o censurará, que ele não está se iludindo, não está contrariando a voz da consciência, fluirá de dentro a alegria do espírito, e ele não terá mais necessidade do fumo ou da bebida para anestesiar seus sentidos. Deixando de haver necessidade de entorpecer o cérebro, surge o sabor original da bebida e do cigarro: o álcool volta a ser ardente, e o cigarro torna a ser amargo e picante. Passando a perceber o sabor original da bebida e do cigarro, a pessoa reconhece que eles não são alimento nem bebida normal do ser humano, e deixará espontaneamente de beber ou de fumar. 

(Taniguchi, Masaharu, A Verdade da Vida, volume 16, pp. 120-121)