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28/2/2008
Professor Yoshihico Iuassaca avalia seus sete anos como Diretor-Presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL


Em 29 de fevereiro de 2008, o prof. Yoshihico Iuassaca deixa a função de Diretor Presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, missão que será assumida pela profa Marie Murakami. Ele passa o cargo, mas o prof. Iuassaca jamais passará.

O homem que levou à risca um pedido do sagrado mestre Masaharu Taniguchi, que o abordara, no Japão, sem qualquer explicação, dizendo: “Leve a Seicho-No-Ie para os brasileiros!”; o homem que, graças ao apoio da esposa, pôde se dedicar exclusivamente à humanidade; o homem que recebeu a Seicho-No-Ie em reuniões que só ocorriam em idioma japonês e a entregou a milhões de pessoas, por meio de eventos na língua portuguesa – sim, este homem viverá para sempre em cada reunião, em cada hino, em cada oração ensinada pela Seicho-No-Ie em nosso país.

Confira uma entrevista histórica, que põe em reverência a “nação Seicho-No- Ie” diante deste líder notável.

CH – Prof. Iuassaca, o senhor assumiu o cargo de Diretor-Presidente em fevereiro de 2001 e, desde então, muitos avanços foram vistos dentro da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, como o advento da televisão, o aumento substancial do número de Registros Espirituais e a reestruturação do estatuto, adaptando-o à Constituição brasileira. Mas, para o senhor, qual a realização mais significativa desse período?

YI – Foi preciso ter coragem para pôr em prática o sonho antigo do mestre Masaharu Taniguchi de ver a Seicho-No-Ie ser divulgada em larga escala via TV. Também foi preciso uma relação de extrema confiança com nossos dirigentes de todo o Brasil para realizar a campanha que aumentou a número de Registros Espirituais. Mas considero mais importante aquilo que é invisível, ou seja, o trabalho que a Seicho-No-Ie passou a realizar em relação ao mundo espiritual. Muitos dizem que acreditam, mas não acreditam do fundo do coração. Por isso, foi nesse sentido que trabalhei arduamente, para aprofundar a fé das pessoas.

CH – É sabido que a Seicho-No-Ie, na década de 70, ainda não era amplamente divulgada em língua portuguesa. O senhor enfrentou muitas barreiras a fim de expandir o ensinamento no idioma português?

YI – Quando assumi a presidência da Associação dos Jovens da SEICHO-NO-IE DO BRASIL (AJSI/BR), em 1977, estava decidido a mudar aquele quadro. Pela lógica da época, não era possível expandir a divulgação. Mas o pedido do Sagrado Mestre, feito diretamente a mim, quando de uma visita ao Japão, fez-me perseverar. Na ocasião, senti como se fosse um apelo, o tom da fala dele era de “por favor, jovem, ajude-me!”. As dificuldades existiram, mas a transição transcorreu em harmonia, pois era da vontade de Deus.

CH – Antes de o senhor assumir a AJSI, ainda não dava para dizer efetivamente que era “do Brasil”.

YI – De fato. O Movimento acontecia basicamente onde havia colônias japonesas, como em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e um pedaço de Mato Grosso do Sul. A divulgação limitava-se a somente um pedaço do Brasil.

CH – Como era seu dia-a-dia nesses sete anos e um mês em que ocupou o cargo de Diretor-Presidente?

YI – Rigorosamente, todas as manhãs, bem cedo, eu realizei e ainda faço uma oração pela purificação e proteção de todos os adeptos do Brasil. Isso inclui todos os que se relacionam com a Seicho-No-Ie, mesmo aqueles que acabam de conhecer a filosofia pela simples leitura de uma revista.

CH – Em 1967, o senhor casou-se com Marie Onishi. Teve três filhos, estudou Psicologia, pela Faculdade Guarulhos, e é dono de um comércio de vestuário, também na cidade de Guarulhos. O apoio de sua família foi decisivo para que o senhor obtivesse êxito?

YI – Também nesse aspecto me considero uma pessoa de sorte. Minha esposa sempre foi muito compreensiva. Digo sempre que ter ao meu lado essa esposa foi uma verdadeira graça de Deus. Não é para qualquer um. Devido ao empenho dela na nossa loja, pude me dedicar durante nove anos como presidente da AJSI/BR sem ser funcionário, ou seja, sem receber proventos.

CH – Conte-nos como um jovem descendente de japoneses tornou-se um escritor de sucesso. Hoje, a soma da vendagem de seus dois livros, Superando Obstáculos e A Prosperidade em Suas Mãos, já passa de 100 mil exemplares.

YI – Confesso que só tenho coragem de usar meus livros e citá-los em palestras porque os 100% da renda vão para a SEICHO-NO-IE DO BRASIL, ajudando o Movimento. Fico realmente bastante feliz
e até surpreso de ver que o livro A Prosperidade em Suas Mãos já alcançou a 27a edição.

CH – Qual o segredo do seu sucesso como líder da Seicho-No-Ie?

YI – Trabalhar com espírito de pioneiro, aberto às renovações, mas sem esquecer jamais dos pioneiros. Conheci a Seicho-No-Ie em 1960. Iniciei no Movimento como presidente de Associação Local. Na verdade, nunca imaginei ou desejei chegar à presidência. Digo sempre que fui pego a laço.

CH – O senhor coleciona prêmios. Em 1969, recebeu premiação da Associação dos Jovens da Sede Internacional da Seicho-No-Ie. Em 1982, foi condecorado com a Comenda de Pedro Álvares Cabral, outorgada pela Sociedade Geográfica do Estado de São Paulo. Em 2005, recebeu o título de Cidadão Soteropolitano, da Prefeitura de Salvador, na Bahia. E não pára por aí. Também foi aclamado Cidadão Paulistano, pela Prefeitura de São Paulo. E mais recentemente foi agraciado com os Votos de Louvor do Estado do Paraná e da Câmara Municipal de Curitiba. Qual a mensagem que um homem como o senhor, que é a história viva da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, deixa para líderes e adeptos?

YI – Aprofundem cada vez mais a fé no ensinamento. E tenham consciência de que o seu trabalho proporciona felicidade para muitas pessoas. Mesmo aquele que só participa das reuniões já está fazendo outras pessoas felizes. E isso traz um bem extraordináriopara a vida de todos. Aos

CH – Registre-se um tributo eterno ao homem que tirou do silêncio toda uma juventude e a colocou a cantar “A Marcha da Missão”. A Seicho- No-Ie que hoje temos, a Seicho-No-Ie que hoje vemos, a Seicho-No-Ie que nos salva, esteve um dia apenas no olhar corajoso do jovem de nome Yoshihico.
O homem que participava de reuniões em japonês e já nos ouvia, em seus sonhos, cantando os hinos em português; o homem que por nós carregou o peso de mudar a história, que enfrentou a tradição e a própria dificuldade com a nossa língua – a esse bravo, uma demorada reverência que nasce do profundo de nossas almas. Prof. Iuassaca, se um dia o prof. Daijiro Matsuda e o prof. Miyoshi Matsuda deram a SEICHO-NO-IE AO BRASIL, o senhor deu a Seicho- No-Ie aos brasileiros.

 


Circulo de Harmonia - Maro / 2008